quinta-feira, 1 de março de 2012

Psicoterapia na abordagem centrada na pessoa - Milena Massaro

Psicoterapia na abordagem centrada na pessoa
Segundo Carl Rogers idealizador e fundador da Abordagem Centrada na Pessoa, a relação psicoterapêutica não se difere, em essência de qualquer outra relação humana promotora de crescimento psicológico .
As atitudes de aceitação positiva incondicional, compreensão empática e genuinidade ou autenticidade são consideradas como fundamentais na facilitação da comunicação que se estabelece tanto na psicoterapia quanto nas relações familiares, empresariais ou pedagógicas, entre indivíduos ou grupos.
Uma relação de ajuda implica uma atitude não diretiva por parte do terapeuta, sendo o processo terapêutico baseado na confiança na tendência á auto-atualização do cliente e seu desejo de crescimento.
A abordagem centrada na pessoa é a escolhida por Milena como base de seu atendimento psicológico, é vista não apenas como uma teoria ou um método a seguir, mas sim um conjunto de atitudes que se introjetada pelo terapeuta passa a ser um jeito de ser no mundo.
A visão humanista de Rogers é uma visão positiva do ser humano. Acredita que todos tem capacidades, potencialidades, características que tendem ao benefício próprio, a serem desenvolvidas.
Visto que o ser humano por si só possui uma tendência a querer sobreviver, uma vontade de vida, cabe ao terapeuta ser um catalisador (conceito utilizado na química como substância que acelera o processo), Facilitador, possibilitando que esta pessoa se sinta livre para vir a ser.
Facilitar o processo de liberdade com responsabilidade se dá principalmente devido á aceitação positiva incondicional. Ao ser olhado positivamente sentindo-se aceito, sem ser julgado, criticado, ou induzido á algo, a pessoa se sente valorizada e isso possibilita a autoconsciência, de suas escolhas emergindo a tendência a auto- atualização.
Em uma relação de ajuda, o terapeuta se coloca como um companheiro no processo , observa-se que existe um lado mais debilitado e que o terapeuta tem mais preparo na relação, mas esta não deixa de ser uma troca, onde o terapeuta só pode ajudar ou facilitar um processo através do que o cliente quiser expor, pois ele sim é o detentor do saber de todas suas experiências, sentidos e sofrimentos.
Estar junto no processo terapêutico é primordial.

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